segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Imbolc


Já passou pouco do dia mas pronto, é uma data que não podia deixar passar sem referir o seu significado!
O Imbolc (palavra que tem significado derivado da primeira lactação das vacas e cabras) ou Candlemas é o dia em que se celebra o fogo e se dá as boas vindas à Primavera! É também uma data dedicada à Deusa Brigit, senhora da poesia, da cura, da escrita, da metalurgica, das artes marciais e do fogo.
Durante a noite, queimam-se velas vermelhas ou laranja para dar as boas vindas ao Sol e queimam-se papeis com velhos hábitos dos quais nos queremos ver livres.
Na Roda do Ano marca a altura em que o Deus Sol começa a crescer e já se vêem pequenas flores a nascer, os dias a ficar mais longos e o Sol a aparecer mais e mais quente!
Tal como tudo na Natureza, nesta altura devemos também pensar em novos começos e livrarmo-nos de velhos maus hábitos e memórias que nos atormentem.
No fundo, é tempo para nós também crecermos e nos livrarmos do mal que nos acompanha, darmos as boas-vindas à Primavera e à vida e despedirmo-nos do Inverno e da escuridão!

Como de costume, vou deixar alguns aspectos por curiosidade ou para quem já levar isto mais a sério (retirado do site http://www.circulosagrado.com/):

Incensos: manjericão, mirra e glicínia.
Cores das velas: castanho, rosa, vermelha.
Pedras preciosas sagradas: ametista, granada, ónix, turquesa.
Ervas ritualísticas tradicionais: angélica, manjericão, louro, benjoim, quelidônia, urze, mirra e todas as flores amarelas.

Ritual do Sabbat Candlemas
Comece erigindo o altar voltado para o norte. Diante dele coloque uma vassoura de palha. Prepare uma coroa com 13 velas vermelhas e coloque-a no centro do altar.
Em cada lado da coluna, coloque uma vela da cor apropriada do Sabbat. À esquerda, um incensório com incenso apropriado e um ramo de sempre-viva. Pode também ser usado um galho da árvore ou da guirlanda do Natal anterior como decoração do altar. À direita coloque um cálice com água (água fresca de chuva ou neve derretida, se possível), um pequeno prato com pó ou areia e um punhal consagrado.
Marque um círculo com cerca de 3m de diâmetro em torno do altar, usando giz ou tinta branca. Salpique um pouco de sal dentro do círculo e, então, trace o círculo na direcção destrógira com a espada cerimonial sagrada ou com uma vara de salgueiro dizendo: “Com o sal e a espada sagrada eu te consagro e te invoco, oh círculo de Sabbat de magia e luz. No nome sagrado de Brígida e sob a sua protecção este ritual de Sabbat agora se inicia.”
Coloque a espada cerimonial no altar diante da coroa de velas. Acenda as duas velas do altar e diga: “Oh, Deusa do fogo da Primavera, a ti ofereço este símbolo do fogo. Assim seja”.
Acenda o incenso e diga: “Oh, Deusa do fogo da Primavera, a ti ofereço este símbolo do ar. Assim seja”.
Pegue o punhal com a mão direita e, com a ponta da lâmina, trace um pentáculo (estrela de cinco pontas) no pó ou areia e diga: “Oh, Deusa do fogo da Primavera, a ti ofereço este símbolo da terra. Assim seja”.
Mergulhe a lâmina do punhal no cálice com água e diga: “Oh, Deusa do fogo da Primavera, a ti ofereço este símbolo da água. Assim seja.”
Coloque o punhal de volta no altar. Acenda o ramo de sempre-viva e visualize na sua mente a escuridão do Inverno se desfazendo, sendo substituída pela luz agradável da nova Primavera. Coloque o ramo ardente no incensório e diga: “Assim como este símbolo do Inverno é consumido pelo fogo, da mesma forma a escuridão é consumida pela luz. Assim seja.”
Acenda a coroa de velas e coloque-a cuidadosamente no topo de sua cabeça. Quando este ritual de Sabbat é realizado por um Coven, é costume o Alto Sacerdote acender as velas e colocar a coroa sobre a cabeça da Alta Sacerdotisa.
Pegue o punhal com a mão direita e segure-o sobre seu coração, enquanto diz: “Como a doce Cibele, eu uso uma coroa de fogo em torno da minha cabeça. Como Diana, abençoada Deusa da sabedoria, eu acendo as velas vermelhas para fazer brilhar uma luz sobre a minha prece de paz e amor sobre a terra. Ouçam-me, oh, espíritos do ar, os espíritos abaixo e os espíritos acima. Assim seja.”
Coloque o punhal de volta no altar e termine o rito varrendo o círculo em direcção levógira com uma vassoura para desfazê-lo e simbolizar a "destruição" das coisas velhas. Apague as velas e devolva a coroa ao altar.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Roda do Ano



Após um consideravelmente longo período de tempo, voltei para actualizar o blog pois, para além de já ter mais tempo, está-se a aproximar outra data importante no ano e achei fundamental explicar previamente em que se baseiam essas datas importantes.
Sendo assim, vou falar sobre a roda do ano e a sua importância para os povos antigos.

A roda do ano representa no fundo o calendário seguido pelos povos pagãos (que, como já foi referido, se dedicavam e orientavam pela Natureza) e que representa o ciclo que completa um ano e que em cada estação contem duas celebrações. São então 8 celebrações, chamadas de Sabaths. Provavelmente, a palavra Sabath, deriva do grego "sabatu", que significa descansar, celebrar, e que deu origem ao sábado, o sétimo dia da semana.
Em cada um desses Sabaths há uma celebração de acordo com o período que está a decorrer. Cada um deles tem como objectivo celebrar um determinado momento do ano em que a Natureza muda e nos presenteia com as suas dádivas.
As datas genéricas e as interpretações de cada uma delas são as seguintes:

Samhain (31 de Outubro Hemisfério Norte; 30 de Abril Hemisfério Sul)
Fim e Início de um Novo Ano;
Morte do Deus Sol.

Yule (21 de Dezembro HN; 21 de Junho HS)
Solstício de Inverno – maior noite do ano;
Renascimento do Deus Sol.
Imbolc ou Candlemmas (1º de Fevereiro HN; 1º de Agosto HS)
Festa do Fogo (Luz, Sol) – Noite de Brigit;
Crescimento do Deus Sol.

Ostara ou Spring (21 de Março HN; 21 de Setembro HS)
Festa da Fertilidade;
Equinócio de Primavera – Noite e dia iguais;
Deus jovem.

Beltane (1º de Maio HN; 1º de Novembro HS)
A Fogueira de Belenos;
Casamento da Deusa com o Deus.
Midsummer ou Litha (21 de Junho HN; 21 de Dezembro HS)
Solstício de Verão - maior dia do ano;
Deus Sol no seu auge.

Lughnasadh ou Lammas (1º de Agosto HN; 1º de Fevereiro HS)
Festa da Colheita;
Celebração à Deusa como Mãe Terra.
Mabon (21 de Setembro HN; 21 de Março HS)
Equinócio de Outono - dia e noites iguais;
Envelhecimento dos Deuses.


Cada uma destas datas tem um papel importante no desenrolar do ano no que diz respeito à Natureza e com a Deusa e o Deus pagãos (tema a ser abordado posteriormente).
Se pensarmos no significado de cada uma é fácil de concordar que muito do que se passa connosco (ou pelo menos com aqueles mais ligados ao sentimento e à Natureza) é reflexo do que se passa com a Natureza em cada momento deste ciclo (ou seja, durante o ano). Muitas destas datas têm muito a ver com o Sol e com a sua posição em relação à Terra e se pensarmos, muito do que se passa na nossa vida é influenciada por isso e pelas energias que o Sol traz.
Também é de relembrar que muitas destas datas foram usadas pelos cristãos, adaptando-as à sua crença. Por exemplo, o Natal tem origem em Yule; a Pascoa tem origem em Ostara; as festas dos santos de Junho têm origem em Litha; e o dia de todos os santos, e por conseguinte, o Halloween, tem origem no Samhain.

No fundo, tratam-se datas para equilibrarmos as nossas energias com as da Natureza e agradecer o que nos é dado por Ela. São óptimas alturas para nós também oferecermos algo a Ela em troca, nem que seja no mínimo essa gratidão que temos pelo que nos dá ou, para quem for mais avançado ou levar mais a sério, fazer celebrações e rituais para mostrar essa gratidão.
Estamos próximos de uma destas data, o Imbolc, e, apesar do frio, é tempo para começar a celebrar o crescimento dos dias e da energia que nos rodeia!
Espero que tenha sido um post útil e que se lembrem de agradecer sempre à Natureza por tudo! Sempre que ocorrer uma destas datas será referido por algum membro do blog, explorando mais especificamente o significado de cada uma.
Fiquem bem!
Blessed Be!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Origens pagãs do "Pai Natal"



















Como foi referido no post anterior, a festa Cristã do Natal que se celebra por esta altura tem origens pagãs, e muitos dos costumes desta mesma celebração são também adaptações de costumes pagãos da celebração do Yule ou Solstício de Inverno.

Eu vou falar mais precisamente da figura do "Pai Natal", também típica desta festa. Uma figura geralmente associada a S. Nicolau, mas cujas origens na verdade são também mais pagãs do que se costuma pensar.

Na veradade, a figura do "Pai Natal" tem as suas mais profundas origens em Odin, Deus da Guerra e Sabedoria nórdico e figura principal deste mesmo panteão. Embora Odin seja normalmente associado à figura do "Deus da Guerra", na verdade Odin era também associado à sabedoria, magia, profecia e poesia, entre outros. Foi também Odin que descobriu o "segredo das runas".

A figura do "Pai Natal" que no Natal distribui presentes conduzindo um trenó puxado por renas, capaz de voar, é baseada numa lenda de Odin, que no Yule (referido no post anterior) cavalgava pelos céus no seu cavalo Sleipnir, um cavalo de 8 patas aos quais eram atribuidas qualidades como poder saltar distâncias enormes, semelhante ao que acontece com as renas do Pai Natal.
No Yule, as crianças punham as botas delas, cheias de cenouras, palha ou açúcar perto da chaminé para Sleipnir comer. Como agradecimento, Odin colocaria doces ou prendas no lugar da comida oferecida a Sleipnir.

Com a cristianização dos povos nórdicos, a lenda passou a ser associada à figura de S. Nicolau. Ainda hoje em povos que em tempos veneraram o panteão nórdico (Como a Alemanhã, Bélgica e Holanda) se vêem práticas como pendurar ofertas nas chaminés.

Por outras palavras, a figura do "velho de barbas" que no Natal/Yule percorre os céus distribuindo presentes, tem as suas origens em Odin, a figura principal do paganismo nórdico. Com a cristianização dos povos pagãos a lenda foi adaptada, sendo substituida pela figura de S. Nicolau, e dando origem ao que hoje conhecemos como "O Pai Natal".

Portanto, aproveito esta época para propor um momento de reflexão e enriquecimento da nossa alma, que tal como a de Odin, tem a força para aguentar as mais duras batalhas e sobreviver aos mais duros Invernos. Só temos de encontrar o Odin dentro de nós...

Espero que todos estejam a celebrar esta época da melhor maneira possível, independentemente do tipo de crenças, festejos ou ideias a que associem esta importante altura do ano.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Yule - Solstício de Inverno


Boas noites!
Ora hoje, como não podia deixar de ser, estou aqui para falar de uma data muito importante! Apesar de muita gente nem se dar conta dela, ela já chegou a ser muito festejada pelos povos pagãos e continua a ser pelos neopagãos.
Isto porque é um dos Sabbaths da roda do ano (temas que provavelmente explicarei melhor num post dedicado a Wicca) e marca a noite mais longa do ano!
Segundo as lendas dos povos pagãos, é nesta altura do ano que a Deusa dá à luz o Deus, renovado e mais forte!
Apartir deste dia pode-se ver que o sol se começa a aproximar cada vez mais da Terra e a ganhar força (tal como o Deus)!
Neste dia, celebra-se a fertilidade e o facto do Deus ter renascido e trazer consigo o sol e a luz!
Ora, como se pode reparar, as parecenças desta celebração com o Natal são muitas! Além de nascer o Deus (no caso dos cristãos nasce Jesus) quase na mesma data, muitos dos costumes que estamos habituados a ver no Natal são nada mais nada menos do que uma adaptação desta celebração!
Por exemplo, já alguma vez se questionaram porque é que se decora um pinheiro no Natal? Esta tradição tem raizes antigas pois os pinheiros eram associados à Grande Deusa Mãe e também à continuação da vida (devido ao facto das suas folhas serem sempre verdes)! Também os sinos, que são muito usados para decoração nesta epoca, representam o feminino e a fertilidade! E alem destes, há muitos outros exemplos!
No fundo, nesta data, além de agradecer à Natureza, é um altura para também nós "renascermos", livrando-nos de coisas e pensamentos velhos, renovar a nossa visão e abrir a nossa mente! No fundo, encontrar novas esperanças!
Agora, para quem leva estas celebrações mais a sério, deixo um pequeno texto com as decorações e alimentos simbólicos desta data, acompanhado de um ritual que quem já for experiente nestas coisas pode fazer! Foram retirados do site http://www.circulosagrado.com/

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Solstício do Inverno são o peru assado, nozes, bolos de fruta, bolos redondos de alcaravia, gemada e vinho quente com especiarias.
Incensos: louro, cedro, pinho e alecrim.
Cores das velas: dourada, verde, vermelha, branca.
Pedras preciosas sagradas: olho-de-gato e rubi.
Ervas ritualísticas tradicionais: louro, fruto do loureiro, cardo santo, cedro, camomila, sempre-viva, olíbano, azevinho, junípero, visco, musgo, carvalho, pinhas, alecrim e sálvia.

Ritual do Sabbat Yule
Comece erguendo um altar voltado para o norte. Em torno dele, trace um círculo com cerca de 3m de diâmetro, usando giz ou tinta branca. Decore o altar com azevinho, visco ou qualquer outra erva sagrada para este Sabbat.
Coloque uma vela de altar branca no centro do altar. À sua esquerda coloque um cálice com vinho tinto ou sidra e um incensório. Qualquer uma das seguintes fragrâncias de incenso é apropriada para esse ritual: louro, cedro, pinho ou alecrim. À direita da vela coloque um punhal consagrado e um prato com sal. Por trás do altar, um galho de carvalho de Natal com 13 velas vermelhas e verdes enfeitando-o.
Pegue o punhal com a mão direita e tire um pouco de sal com a ponta da lâmina. Deixe-o cair no círculo. Repita três vezes e diga: “Abençoado seja este círculo sagrado do Sabbath em nome do grande Deus. O Senhor divino das trevas e da luz, o Deus da morte e de todas as coisas do além, abençoado seja este círculo sagrado do Sabbath em seu nome.”
Coloque o punhal de volta em seu lugar no altar. Após acender o incenso e a vela, mais uma vez pegue o punhal com a mão direta. Mergulhe a lâmina no cálice e diga: “Oh Grande Deusa, mãe Terra de todas as coisas vivas, nós nos despedimos, pois vamos descansar. Abençoado seja! E nós te damos as boas-vindas, oh Grande Deus da caça, Pai Terra de todas as coisas vivas. Abençoado SEJA! Água, Ar, Fogo, Terra, Nós celebramos o renascimento do sol. Nesta noite escura, a mais longa, acendemos o lume das velas sagradas.”
Coloque o punhal de volta no altar. Pegue o cálice com ambas as mãos e, enquanto o leva aos lábios, diga: “Bebo este vinho em honra a ti, Oh Deus de todas as coisas selvagens e livres. Agradecemos a Ti pela luz do Sol. Salve, Oh Grande Cornífero!”Beba o vinho e coloque o cálice no seu lugar no altar. Acenda as 13 velas no ramo da árvore de Natal e encerre o Ritual do Solstício de Inverno, dizendo: “O fogo do ramo sagrado do natal arde, a grande roda solar gira mais uma vez. Que assim seja!”
Celebre, com alegria, num banquete com a família e os amigos até que a última vela da árvore se apague.


Então, espero que celebrem da melhor maneira esta data, quanto mais não sendo à vossa maneira! Por isso um óptimo Yule, ou para quem preferir, um bom Natal!
Até à próxima! Blessed Be! ***


Postado por: Foxglove

domingo, 14 de dezembro de 2008

Paganismo / Neopaganismo


Boas noites!
Desta vez trago um post acerca de um tema que acho ser fundamental para se compreender melhor a ligação entre os povos antigos e a Natureza e, consequentemente, a sua ligação aos Deuses.
No entanto, achei que também seria importante fazer uma distinção entre o paganismo e o neopaganismo, já que em muitos dos sites nos quais pesquisei há essa separação de conceitos.
Começando pelo paganismo, encontrei num site do qual gosto muito uma boa definição do termo pagão que é essencial para compreender:

“A palavra Pagão vem do latim Paganus, que quer dizer "aquele que vive no campo", ou "aquele que vive do campo".Chamamos de povos Pagãos, aqueles que na Antiguidade tinham nos campos e plantações seu sustento, a base de sua vida. A Terra era, portanto, sagrada para eles. Toda a sua cultura e religião giravam em torno da Natureza: a época das colheitas, as estações, os Solstícios, etc. Uma característica muito marcante da religião Pagã é a existência de deuses e deusas, às vezes com igual poder, e muitas vezes tendo-se a figura feminina como dominante.
Como religião, o Paganismo busca, portanto, o equilíbrio, o casamento perfeito entre masculino e feminino, tanto no mundo exterior como dentro de cada indivíduo.”
Retirado do site www.circulosagrado.com

Então, como se pode perceber com este texto, o mais importante para os pagãos era a Natureza e o equilíbrio entre esta e todos os seres vivos do planeta. Daí se regerem pelas estações do ano, pelas fazes lunares e tudo o que tivesse a ver com a Natureza. Para tornar esse contacto mais próximo, atribuíram aos Deuses faces da Natureza.
Como se sabe, os povos pagãos eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários Deuses (ao contrario dos cristãos por exemplo que acreditam num só Deus), portanto adoravam Deuses como por exemplo o Deus do Sol, a Deusa da Lua, da Fertilidade, etc.
Desde muito cedo que as religiões pagãs tiveram um papel muito importante para vários povos (os melhores exemplos disso são os Egípcios, os Romanos, os Gregos, os Celtas, entre outros).
Recentemente, tendo o cristianismo se espalhado por grande parte do mundo, essas religiões foram quase esquecidas devido aos esforços da igreja de impor a sua religião e o seu Deus único, tendo-se também com isto esquecido da importância da Natureza.


No entanto, por volta dos anos 50/70, muitas das “ideias gerais” do paganismo foram relembradas e houve então uma tentativa de trazer para o mundo contemporâneo os princípios das religiões antigas. Daí surge o neopaganismo, ou seja, o paganismo adaptado ao mundo de hoje. A Wicca é um exemplo de uma religião neopagã. Foi impulsionada pelo bruxo inglês Gerald B Gardner e tem como base os princípios dos cultos da fertilidade que se originaram na Europa Antiga (abordarei mais pormenorizadamente a religião Wicca num próximo post).
Sendo assim, o neopaganismo veio “ressuscitar” o interesse quase esquecido pelos temas antigos e traze-los e adaptá-los ao presente, às condições actuais e ao mundo de hoje, salientando novamente a extrema importância da Natureza.


No fundo, na minha opinião, o mais importante de tudo isto é que é um grande contributo para que a Natureza não seja esquecida e para nos lembrarmos novamente aquilo que já há muito não era lembrado: todos dependemos da Natureza e do planeta para vivermos. Acreditemos em um ou vários Deuses não nos podemos dar nunca ao luxo de ignorarmos o nosso verdadeiro lar nem pensarmos que somos independentes da Natureza para vivermos. Só porque nos dias de hoje a grande maioria de nós não depende da agricultura como dependiam os povos antigos não nos podemos esquecer de maneira nenhuma de que tudo que comemos, o ar que respirarmos, a água que nos mantém vivos e calor que nos aquece tudo vem da Natureza, portanto, se a desrespeitarmos ou se não nos lembrarmos Dela, muito em breve iremos pagar bem caro por esse grande erro…
Por isso convido toda a gente, neopagão ao não, a pelo menos reflectir nisso e relembrar os povos antigos, toda a sua sabedoria e contribuir para que a Natureza não seja nunca esquecida pois se no passado os povos dependiam dela, no presente e no futuro dependemos tanto ou mais! Pensem nisso, até porque honrar a Natureza e ao respeitá-la é das coisas mais bonitas que podemos fazer e acreditem que somos mesmo muito bem recompensados por Ela!
Espero que este post tenha agradado a quem já conhecia o paganismo e o neopaganismo e que desperte a curiosidade (quanto mais não seja acerca da Natureza) a quem ainda não conhecia!
Termino referindo apenas que as datas e os nomes presentes neste post são fonte de uma pequena pesquisa realizada por mim para que o texto ficasse mais preciso. Alem disso, estou disposta a tirar possíveis dúvidas que possam ter!
Por enquanto despeço-me, desejando boas noites a todos e espero que comentem com as vossas opiniões!
Fiquem bem! Blessed be!***

Postado por: Foxglove

sábado, 6 de dezembro de 2008

Emoção e Intuição

Provavelmente muita gente já estará familiarizada com o conceito de a nossa intuição e actividade espiritual estar ligada sobretudo ao nosso emocional e não ao racional, ou ao conceito das emoções produzirem energia (usada nesse mesmo tipo de actividade).

Pessoalmente, penso que este seja um tema relevante e que tem muito que se lhe diga. Acredito sem dúvida que "aprender a sentir" é o primeiro passo no caminho e actividade espiritual de qualquer um, e felizmente a minha experiência já me ensinou algumas coisas nessa área também. Como tal, achei que deveria expôr as minhas experiências e opiniões no assunto.

Para além do conceito já referido das emoções produzirem energia que "alimenta" a nossa actividade espiritual, eu iria mais longe, eu diria mesmo que são as próprias emoções que guiam e controlam toda a nossa actividade espiritual.

Pelo menos na minha experiência, é frequente a intuição e actividade espiritual estar naturalmente orientada para aqueles a quem estamos mais emocionalmente ligados. Aquelas intuições que nos dizem quando uma pessoa muito próxima está a passar mal, ou que nos levam inconscientemente a tomar atitudes que as protejam (embora a nossa mente consciente não o saiba), ou mesmo aquelas "pequenas telepatias", entre outros. Geralmente estão sempre relacionados com aqueles a quem estamos mais ligados emocionalmente, e essa mesma ligação desperta muitas vezes esses acontecimentos.

Muitos poderiam dizer "mas isso não implica a relação com ligações emocionais, é normal haver mais ocasiões para esse tipo de coisas acontecerem com pessoas com quem passamos muito tempo". Porém, pela minha experiência as coisas não parecem ser assim tão simples. Por exemplo há cerca de 4 anos, pela altura em que a minha intuição se começou a desenvolver mais, havia uma rapariga de quem eu gostava, embora a tivesse visto apenas uma vez em cerca de um ano. E por essa altura começaram a acontecer "coisas estranhas" como saber onde ela estava a certas alturas (coisas que mais tarde amigos meus que tinham contacto com ela confirmavam).
No entanto, sem dúvida que não foi algo como "haver mais ocasiões" visto que eu pouco contacto tinha tido com ela durante um ano. No entanto, aquilo que eu sentia por ela era mais forte do que por qualquer outra pessoa, incluindo pessoas com quem contactava todos os dias, o que significa que terão sido as minhas emoções a despertar esse tipo de acontecimentos.

É verdade que eu sou uma pessoa que vive acima de tudo pelas emoções, no entanto este tipo de fenómenos não se aplica apenas a mim. Várias vezes na minha vida vi pessoas que me eram próximas a começar a gostar de alguém, e uns 2 ou 3 meses depois (ou nem tanto) vêm dizer-me que "acontecem imensas coincidencias estranhas" com a pessoa em questão.

Para mim, sem dúvida que sentir é aquilo que temos de mais belo, e a nossa alma sabe-o muito bem. Como tal, penso que não será de estranhar que as nossas emoções estejam directamente ligadas à nossa intuição e actividade espiritual e mesmo que se tornem a fonte de grande parte da mesma.

Gostava de ouvir opiniões acerca do assunto ou mesmo experiências dentro dessa área para quem também já as tenha tido.


Postado por: Lifebringer

domingo, 16 de novembro de 2008

Espíritos

Boas tardes!
Bem, tendo em conta o objectivo deste blog, pensei que um bom tema para começar seria falando dos espíritos. Como tal, num pequeno texto, vou começar por exprimir a minha opinião acerca desse tema!

Antes de mais, e para tornar as coisas mais simples, gostaria que vissem primeiro uma imagem (que não postei por estar protegida por direitos de autor) : http://www.elfwood.com/art/b/m/bm666/home_full.jpg.html.
Ora, esta imagem, alem de ser um obra de arte, também resume muito bem visualmente aquilo que eu vejo como espíritos.
Se repararem, à volta da árvore, na água e no ar existem uns pequenos pontos de luz. Para mim, quando uma pessoa, animal ou planta morre, tranforma-se num desses pontos de luz, que não vemos mas podemos perfeitamente sentir. Eles habitam nos 4 elementos e quando nos ligamos fortemente a um desses elementos podemos "ouvir" e sentir esses espíritos a comunicar connosco, a transmitir-nos a sua sabedoria.
Quem é que já alguma vez caminhou sozinho por uma floresta e sentiu uma enorme inspiração e sentiu-se a ser invadido por um grande bem estar? Para mim, uma parte dessas sensações são causadas por esses espíritos que habitam essa floresta. Quem já entrou num bosque e sentiu que, embora numca lá tenha estado, sabia o caminho certo a seguir e sabia que era por ali que tinha que ir? Mais uma vez, na minha opinião, são esses espíritos que nos guiam nessas situações.
Não será por acaso que no pentagrama (assunto talvez pa posts futuros) o 5º elemento seja o espírito! Pois realmente é a junção dos 4 elementos, tanto o nosso (dos seres vivos) como o dos espíritos passados, pois é nesses 4 elementos que eles se manifestam!
No entanto, quando se fala de espíritos nem tudo são rosas! Mas eu acredito que os espíritos maus são atraidos por pessoas que queiram mal ou que não estejam bem consigo próprios... Para os afastar nada mais fácil do que se harmonizar com a Natureza e com o seu próprio espírito!

Ok, tinha dito que era um pequeno texto mas pelos vistos acho que me alonguei mais do que estava à espera! Mas também o mais importante a meu ver já foi dito e o resto ficará para outros posts!
Agora comentem e deêm a vossa opinião!
Fiquem bem! Blessed Be! ***

Postado por: Foxglove